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Quanto cobrar por uma logo? Como precificar identidade visual

16 de maio de 2026·8 min de leitura

“Quanto custa uma logo?” não tem resposta única — e quem responde um número seco quase sempre erra. O preço de uma logo varia de algumas centenas a dezenas de milhares de reais, dependendo de quem cria e para quem. Entenda o que está por trás disso e como definir o seu valor.

Por que não existe tabela fixa

A mesma logo vale coisas diferentes para clientes diferentes. Para um food truck que está começando, ela é um custo; para uma franquia que vai estampá-la em dezenas de unidades, é um investimento estratégico que valerá por anos. Precificar pelo valor que a marca gera — e não pelas horas de trabalho — é o que separa o designer iniciante do profissional.

O que define o preço

  • Escopo: só o símbolo, ou identidade completa (paleta, tipografia, aplicações, manual)?
  • Uso: uma marca local ou que será aplicada em larga escala?
  • Pesquisa e estratégia envolvidas.
  • Número de propostas de conceito e revisões.
  • Sua experiência e portfólio.

Faixas de referência (que variam muito)

  • Logo simples, freelancer iniciante: faixas a partir de algumas centenas de reais.
  • Identidade visual (logo + paleta + tipografia + aplicações + manual): comumente de R$ 1.500 a R$ 6.000.
  • Estúdios e projetos para marcas maiores: facilmente acima de R$ 6.000 — e muito mais em grandes contas.

Venda identidade visual, não “uma logo”. Um pacote com paleta, tipografia, aplicações e manual entrega muito mais valor — e justifica um preço bem maior.

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Trabalhe com pacotes (essencial, completo, premium)

Em vez de um preço único, ofereça caminhos: só a logo; identidade completa; e um pacote premium com papelaria e social. O cliente passa a escolher “qual” em vez de “se” — e a maioria fica com o do meio. Veja como estruturar tudo no guia de proposta para designer.

Como chegar ao seu número

Calcule o seu piso (custos + pró-labore + impostos ÷ horas faturáveis) e suba dele para o valor, conforme o porte do cliente e o uso da marca. O passo a passo está no guia de como precificar serviços.

Erros ao precificar logo

  • Cobrar por hora e se punir por ser rápido.
  • Dar um número sem entender o uso e o porte do cliente.
  • Vender “logo” em vez de identidade visual.
  • Não limitar revisões — retrabalho infinito.
  • Não tratar a cessão dos arquivos abertos.

Conclusão

Não existe preço de tabela para logo — existe o preço certo para cada cliente, ancorado no valor da marca. Ofereça pacotes, precifique pelo resultado e apresente numa proposta profissional.

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