“Quanto custa uma logo?” não tem resposta única — e quem responde um número seco quase sempre erra. O preço de uma logo varia de algumas centenas a dezenas de milhares de reais, dependendo de quem cria e para quem. Entenda o que está por trás disso e como definir o seu valor.
Por que não existe tabela fixa
A mesma logo vale coisas diferentes para clientes diferentes. Para um food truck que está começando, ela é um custo; para uma franquia que vai estampá-la em dezenas de unidades, é um investimento estratégico que valerá por anos. Precificar pelo valor que a marca gera — e não pelas horas de trabalho — é o que separa o designer iniciante do profissional.
O que define o preço
- Escopo: só o símbolo, ou identidade completa (paleta, tipografia, aplicações, manual)?
- Uso: uma marca local ou que será aplicada em larga escala?
- Pesquisa e estratégia envolvidas.
- Número de propostas de conceito e revisões.
- Sua experiência e portfólio.
Faixas de referência (que variam muito)
- Logo simples, freelancer iniciante: faixas a partir de algumas centenas de reais.
- Identidade visual (logo + paleta + tipografia + aplicações + manual): comumente de R$ 1.500 a R$ 6.000.
- Estúdios e projetos para marcas maiores: facilmente acima de R$ 6.000 — e muito mais em grandes contas.
Venda identidade visual, não “uma logo”. Um pacote com paleta, tipografia, aplicações e manual entrega muito mais valor — e justifica um preço bem maior.
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Trabalhe com pacotes (essencial, completo, premium)
Em vez de um preço único, ofereça caminhos: só a logo; identidade completa; e um pacote premium com papelaria e social. O cliente passa a escolher “qual” em vez de “se” — e a maioria fica com o do meio. Veja como estruturar tudo no guia de proposta para designer.
Como chegar ao seu número
Calcule o seu piso (custos + pró-labore + impostos ÷ horas faturáveis) e suba dele para o valor, conforme o porte do cliente e o uso da marca. O passo a passo está no guia de como precificar serviços.
Erros ao precificar logo
- Cobrar por hora e se punir por ser rápido.
- Dar um número sem entender o uso e o porte do cliente.
- Vender “logo” em vez de identidade visual.
- Não limitar revisões — retrabalho infinito.
- Não tratar a cessão dos arquivos abertos.
Conclusão
Não existe preço de tabela para logo — existe o preço certo para cada cliente, ancorado no valor da marca. Ofereça pacotes, precifique pelo resultado e apresente numa proposta profissional.
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